O Chow é
uma das mais antigas raças sendo criada pelo
homem sem sofrer grandes mutações. Há
referências em estátuas de 4000 anos e
em registros escritos desde 1100 A.C. .
Sua origem é a Mongólia e
não a China, como muitas pessoas pensam, pois
eram criados por tribos bárbaras mongóis
,e usados, a princípio, para guarda, caça
e batalha.
Paisagem Mongol
Com a invasão
da China, os mongóis levaram este encantador cão
para o território chinês. Eram chamados de
"cães de guerra" e descritos como: "Aparência
leonina, robustos e poderosos". Conta a lenda que "a
escuridão da boca é a proteção
contra espíritos do mal".
Quando Genghis Khan e seu exército conquistou
o seu império, os cães que o acompanhavam
eram, provavelmente, Chow Chows. Com o passar dos anos suas
funções foram ampliadas: Serviam para pastoreio,
como farejadores, busca, tração, como puxadores
de trenós, fornecedores de pele e comida, além
das funções iniciais.
Evolução
Entretanto, enquanto uns serviam como comida,
outros possuiam até servos, pois eram os cães
de companhia dos nobres chineses. Como caçadores, os
chows tem um olfato notável, táticas inteligentes
e uma grande força, por isso era muito apreciado pelos
imperadores, que tinham muitos exemplares em seus palácios.
Em uma pintura de um salão imperial de 2000 mil anos,
aparece representado um chow deitado embaixo de uma das mesas,
de pelagem vermelha e a mesma expressão dos chows atuais.
Os mosteiros budistas e palácios, desde
o século XIII, foram os grandes preservadores do padrão
da raça, pois foram os primeiros a fazerem seleção
dos melhores exemplares e, quando necessitavam introduzir
novo sangue na criação, viajavam centenas de
kilômetros para buscarem qualidade e genes novos para
preservarem este cão.
Esta foi,
provavelmente, a causa da mudança de comportamento
do Chow, mudando de um cão de múltiplo
uso para uma cão de companhia.
Na natureza, as características originais
foram sendo perdidas, pois os cães originais
e estrangeiros que chegavam dos paises conquistados,
misturavam-se com os Chows. Marco Polo foi o primeiro
ocidental a mencionar e descrever o Chow quando visitou
a China no século XVIII.
Estátua Antiga
(150 A. C.)
Ocidentalização
Eles foram, em
1781, levados para a Inglaterra para serem exibidos no zôo
como cão selvagem. A nobreza inglesa apaixonou-se
por esta raça e começou a criá-la.
Logo houve muitos interessados em possuir esses animais,
e em 1895 foi formado o Chow Chow Club. O cão foi
ganhando popularidade, nos anos 30 e 40 eram sinônimos
de status. A raça chegou a ser uma das mais populares
nos Estados Unidos, o que gerou problemas de saúde
típicos de raças muito procuradas. Por causa
destes problemas sua popularidade foi caindo da mesma forma
que os problemas iam sendo solucionados, pois a "produção
em massa" foi trocada por uma criação
selecionada.
Paleontologia
O Chow também
chama a atenção no mundo dos paleontólogos
e biólogos, pois possuem características diferentes
dos demais cães:
1) O Chow Chow tem a língua azul, como
o urso da Manchúria e o urso azul do Tibet, e também
tem em comun com esse último, o focinho curto e o
corpo quadrado;
Chow com aparência de Urso
2) A sua dentição,
pois possuem 44 dentes de leites enquanto jovem e alguns
ficam com 42 dentes fixos quando adultos, os demais cães
possuem sempre 42 dentes e os ursos entre 44 e 46 dentes;
3) E seu sistema digestivo, que também
possue diferenças dos demais caninos.
Acredita-se que entre 28 a 12 milhões de anos atrás,
o Hemicyon, um intermediário entre o Cynoelesmus
("pai" dos demais cães) e o Daphoneus (antecessor
direto dos ursos modernos), gerou o Simicyon, um animal
de tamanho variando entre a raposa e um pequeno urso que
habitava as regiões sub-árticas e que depois
moveu-se para a Sibéria e Noroeste da Mongólia,
onde sofreu missigenações com animais locais
que deram origem ao Chow. Sabe-se que o Simicyon também
possuia 44 dentes.
Esta versão foi muito difundida durante as décadas de 80 e 90, entretanto o chow faz parte do gênero Canis Familiaris a qual pertence todos os cães domésticos, mas deve ser descentente direto dos primeiros cães. Segundo estudos recentes todos os cães domésticos são originários de 3 lobas que viveram na região da Mongólia, mesmo lugar de origem do Chow Chow. Este fato fortalece a tese do chow ser a mais antiga raça do mundo sem sofrer mutações significativas.
Lenda
Há algumas
"explicações" peculiares para a
língua azul dos Chows. Uma delas, diz que quando
Deus criou o mundo, Ele pintou o céu de azul, e algumas
gotas cairam no chão. O Chow com seu hábito
de lamber tudo, lambeu as gotas e coloriu a língua
para sempre.
Outra antiga lenda chinesa conta que: A muitos
séculos atrás, viveu um monge que morava em
cima de uma montanha rodeado de muitos animais, entre os
quais haviam muitos cachorros.
O monge tratava a todos com grande bondade e
eles lhes eram agradecidos. Um dia o monge ficou muito doente,
a um ponto que não podia buscar a lenha que necessitava
para acender o fogo e cozinhar. Alguns animais, entre eles,
alguns cachorros sairam a buscar alguns troncos de lenha.
No bosque haviam algumas árvores queimadas por um
incêndio recente e no chão muitos pedaços
de carvão que os cachorros levaram em suas bocas
até a casa do monge. Os macacos prepararam a comida
e o monge comeu e foi melhorando até ficar completamente
curado. As bocas e as línguas dos cachorros mantiveram
a cor da madeira queimada.
Nome
Gostaria ainda de
mencionar a origem de seu nome. "Chaou" é
um dos nomes originais e significa "Um grande, primitivo,
e extraordinário cão de grande força"
e, posteriormente, chamado de "Ao", provavelmente
uma contração de "Chaou". Mas também
no mesmo século era chamado de "Man Kou",
significando "cão dos bárbaros".
Até 100 A.C. eram chamados de "Mang" (cão
com muito pêlo), "Chaou" (cão de
grande poder) ou "Ti" (cão vermelho). Parece
que o mais provável é que o nome provenha
do antigo "Chaou" o término "tchau",
que em certa época designava os grandes comerciantes
chieneses, cujas mercadorias, em cantonês, recebiam
o nome "Chow Chow".
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