Este grave problema é causado por um descontrole populacional do ácaro
Demodex Canis. Este animal habita os folículos capilares dos cães e se
alimenta das secreções sebáceas e das células epiteliais dos folículos
pilosos. Geralmente não causam maiores transtornos aos cães e geram
eventuais quedas de pêlos provacadas pelos danos à hastes dos pêlos, algum
purido leve e descamação podem ocorrer. Neste caso diz-se que a demodicose
é localizada e frequêntemente o sistema imunológico reestabele o equlíbrio
do microambiente da pele e o animal se cura. Este são os casos mais comuns.
Com associação à fatores genéticos, que levam a uma deficiência dos
linfócitos T, a sarna poderá tomar conta do corpo do animal. A doença se
apresenta como uma dermatite crônica com liquenificação, descamação,
formação de crostas, hiperpigmentação, piodermatite severa e alopecia.
Seborréia e polilinfadenopatia são comuns. Aparecem infecções micóticas
profundas e infecções bacterianas atípicas. Não é raro a ocorrência de
animais com pirexia e perda de peso.
Chow com demodécia já em tratamento
Tratamento
Há pouco tempo era comum o sacrifício
de animais com este problema, entretanto hoje é possível tratá-los, embora
o tratamento seja longo. O dignóstico pode ser feito por um veterinário que
irá fazer uma raspagem da pele para observação, no microscópio, dos ácaros,
larvas e ovos. Animais com este problema não devem ser reproduzidos e
preferencialmente devem ser castrados. Esta doença se apresenta com maior
regularidade em animais jovens, com menos de 18 meses. Portanto, ao comprar
procure ver os pais e verifique se eles apresentam algum sintoma da doença.
Lembramos que a queda de pêlos das fêmeas após o parto é normal. Alguns
veterinários defendem o isolamento dos cães em fase de tratamento,
entretanto outras correntes afirmam que, devido ao fato do ácaro não
sobreviver muito fora do ambiente da pele do cão, o contágio pelo ambiente
é difícil. Um isolamento por um longo período pode ser prejudicial ao
comportamento do cão. Portanto, caso o isolamento seja adotado, a interação
com os donos deve ser freqüênte e pode ser feito sem riscos, pois o ácaro
não vive na pele humana.